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Marketing Institucional e Terceiro Setor

O Marketing é a ferramenta mais importante para o exercer da comunicação de uma Empresa expondo ideias, comportamentos, produtos, ideais etc.

A comunicação é muito importante em qualquer esfera da vida em sociedade. Por meio dela, transmitimos nossas ideias e alinhamos nossos pensamentos com as pessoas a nossa volta. Isto não é diferente quando tratamos de organizações do terceiro setor. Quando há uma falha de comunicação dentro de uma organização, grandes problemas são gerados, como, por exemplo, complicações na captação de recursos e dificuldades para atrair voluntários. Tendemos a olhar apenas para esses problemas, sem buscar entender o que os originou, ou seja, geralmente olhamos para os sintomas e ignoramos a causa real destas complicações. A principal comunicação a qual organizações do terceiro setor devem se atentar para evitar dificuldades desse tipo é com seus stakeholders: externamente, a sociedade, e internamente, voluntários, colaboradores e diretores.

      Um tipo de comunicação muito utilizado por organizações é a comunicação institucional, a qual visa compartilhar as propriedades da instituição, como seu propósito, sua missão, sua visão e seus valores. Ou seja, objetiva divulgar a entidade como um todo, tornando-se assim uma das bases da estratégia de gestão das organizações do terceiro setor.

   O modo como a comunicação institucional é feita define a identidade, a imagem e a reputação da instituição. A identidade manifesta a realidade da organização e deve ser padronizada, ou seja, todas as suas peças de promoção devem ser consistentes e coerentes. Já a imagem de uma entidade, é ela sob o ponto de vista do público em um determinado momento, sendo assim o reflexo da sua identidade. Por último, a reputação é a imagem da organização construída na visão do público ao longo do tempo. Uma boa reputação transmite transparência e credibilidade e assim, pode ser um facilitador na captação de recursos ou voluntários, por exemplo.

      Uma comunicação bem sucedida, além de gerar impactos na captação de recursos e na gestão do voluntariado, gera impactos em diversas outras áreas, como por exemplo, na gestão de parcerias e na promoção de uma boa imagem organizacional. No caso da captação de recursos, cabe à comunicação identificar quem são as pessoas que se identificam com o propósito da organização e podem ser potenciais investidores de capital.  Por meio da comunicação, estes são informados sobre os resultados,  as metas e as formas como pode contribuir com a entidade, visto que, se a pessoa se sentir familiarizada com a instituição, as chances de ela querer contribuir aumentam bastante. Além de localizar os possíveis investidores, para incentivar a captação de recursos é interessante produzir materiais de divulgação atrativos e de fácil compreensão, que traduzam a identidade da organização.

Além disso, uma boa troca de ideias com potenciais parceiros pode facilitar muito o estabelecimento de novas parcerias. Nesse caso, também cabe a comunicação buscar parceiros que compartilhem os mesmos valores e objetivos com a instituição. Construir relações com empresas privadas é muito interessante para ONGs, sendo uma boa maneira de aumentar a sua visibilidade e atrair recursos financeiros. A parceria também é benéfica para as empresas, que transmitem uma imagem de responsabilidade social e ligação com causas sociais externamente. 

    A busca por novos voluntários também se torna mais efetiva com uma boa comunicação institucional, atraindo pessoas que se identificam com a causa da ONG. Outra função da comunicação institucional é prezar pela imagem da organização, transmitindo seriedade e eficiência para todos os seus stakeholders, e, assim, criar uma boa reputação ao longo do tempo. Para assegurar a boa imagem de uma entidade é necessário um bom relacionamento com a mídia. Por meio dela a organização se promove, se faz conhecer e estabelece um relacionamento periódico com o público.

       A comunicação institucional, portanto, tem um impacto direto em áreas administrativas das organizações. Indo mais a fundo, para assegurar-se de uma comunicação institucional eficaz, é interessante realizar um plano de comunicação institucional, alinhado com o planejamento estratégico da organização, que direcionará os gastos com comunicação e ajudará a atingir o público-alvo com mais precisão.

      Depois de elaborado o Plano, deve-se pensar em campanhas específicas. Por fim, as mídias digitais representam uma ferramenta de grande potencial para divulgar a organização de forma gratuita e eficiente. Site, blogs e redes sociais como, Facebook, Twitter, Instagram e Linkedin representam meios muito úteis de divulgação.

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Dicas de marketing para o terceiro setor


Descubra como o marketing digital pode ajudar a terem bons resultados.
Algumas empresas, sobretudo de pequeno e médio porte, ainda enfrentam muita resistência para investir em marketing.
Em partes devido a imagem do marketing e publicidade estar vinculada a padrões pré estabelecidos, poluição do meio ambiente ou ainda por contribuir com padrões consumistas.
Por outro lado, vale destacar que o marketing é uma  publicidade são poderosas ferramenta de persuasão. E por que não usá-las para o bem estar social?
Muitas  empresas já descobriram como investir em marketing pode torna-las referência no segmento, são exemplos:
Mas quais são as práticas mais recomendadas para empresas de terceiro setor em marketing?

Uma boa escolha para quem quer atingir públicos inimagináveis gastando pouco ou nenhum dinheiro é certamente investir em marketing digital.
Quem não se lembra do desafio do Balde de Gelo? Com poucos recursos a ONG  ALS Association, com apenas um vídeo promoveu uma ação de âmbito mundial.
E milhões de pessoas que nunca ouviram falar da doença esclerose lateral amiotrófica, já estavam apoiando a causa.

E dentro de marketing digital, quais ferramentas são indicadas?


Antes de pensar nas ferramentas, pense que antes de tudo você precisa passar confiança. Para isso precisa investir sobretudo em relacionamento com seu público e em sua imagem institucional.

Invista em sua imagem institucional


  • Tenha uma identidade visual que transpareça seus valores.
  • Para isso é fundamental investir em um site institucional.
  • Destaque seus parceiros em sua página da web.
  • Organize suas ações feitas de forma segmentada em seu site.

Esteja ativo nas redes sociais.


  • Use as redes sociais para destacar seus projetos: compartilhe suas ações, faça com que as outras pessoas também se apaixonem pela sua causa.
  • Gere relacionamento: curta as páginas de empresas parceiras, marque o perfil destas empresas em seus projetos.
  • Tenha uma identidade visual para os posts, contribuirá com a lembrança de sua marca.

Produza conteúdos de qualidade.



Crie conteúdos para informar, divertir, conscientizar seu público, as pessoas não gostam de propaganda, gostam de informação.

Quando você agrega conteúdo as pessoas, conquista mais credibilidade e se torna autoridade no assunto.

Você pode ainda utilizar estes conteúdos para atrair novos cadastros (leads qualificados) para sua base usando iscas digitais: “deixe seu contato e receba um material exclusivo”.


Com estas práticas simples você pode com um investimento muito baixo, alcançar muitas pessoas propensas a conhecer e participar de seu trabalho.

Use o marketing digital para mostrar para as pessoas como elas podem promover o bem ou apoiar causas transformadoras.

Endomarketing

O que é o Endomarketing?

Primeiramente, vamos utilizar uma definição do que é Endomarketing. O conceito pode ser definido como:
“Endomarketing é o conjunto de ações e estratégias de marketing destinadas a melhorar o relacionamento interno e bem-estar dos colaboradores da empresa, a fim de envolvê-los no negócio para gerar mais motivação, melhorar a produtividade e, como resultado final conquistar mais clientes satisfeitos.”
Assim sendo, o Endomarketing consiste em vender uma ideia para o cliente interno, ou seja, o funcionário da empresa. Sua tarefa principal é reter e atrair os colaboradores da empresa, transformando-os em agentes embaixadores da marca. Os colaboradores mais engajados também vão ajudar a organização a divulgar sua cultura interna.
As ações de endomarketing são tão importantes quanto o plano de comunicação interna dentro das empresas. Esses dois conceitos se confundem muito, por isso, vamos esclarecer cada um.

Qual a diferença entre Endomarketing e Comunicação Interna?


O Endomarketing tem a finalidade de melhorar a motivação dos colaboradores, já a comunicação interna é um elo entre os setores da organização.
Os dois estão interligados, já que um complementa o outro. Sem uma comunicação eficiente entre os setores é provável que os colaboradores não fiquem bem informados e acabem passando dados incorretos ou incompletos para outros setores ou até mesmo para clientes, o que acabará gerando confusões internas ou insatisfação do consumidor, causando assim a desmotivação dos colaboradores.
Por isso é importante alinhar a estratégia de comunicação interna e de endomarketing para que tudo aconteça conforme o planejado.
O endomarketing pode contribuir muito também para as estratégias do departamento de RH, já que ele se destina unicamente ao público interno das organizações.
A área de Recursos Humanos da empresa fornece elementos para a composição de políticas e planos de endomarketing, a partir da análise detalhada da formação, comportamento e nível de comprometimento das pessoas que compõem seus públicos internos.
As ações planejadas são focadas no bem-estar dos colaboradores, o que, consequentemente, melhora a produção e a capacidade intelectual das equipes. São ações com a finalidade de promover a interação do funcionário juntamente com a empresa, criando métodos motivacionais, eventos, treinamentos e valorizando assim o colaborador.
Vale lembrar que nada disso funcionará se o intuito de motivar não for real. As pessoas sabem quando estão sendo manipuladas e quando recebem uma oportunidade idônea.

Os Benefícios do Endomarketing


Uma estratégia bem sucedida de endomarketing aumenta o grau de compromisso e lealdade dos colaboradores com a empresa.
Ouvir o que eles têm a falar e entender suas necessidades pode ser o primeiro passo para criar uma estratégia de sucesso que trará muitos benefícios para a empresa como um todo.
Dentre os benefícios almejados está a motivação dos funcionários, uma equipe engajada será mais colaborativa, trará mais ideias de melhorias e será mais consciente sobre os desafios diários da empresa. Os colaboradores ficam mais motivados ao perceberem que fazem parte de uma organização que preza pela qualidade de trabalho e bem-estar deles.
O endomarketing proporciona um clima organizacional saudável em que os trabalhadores se sentem à vontade, confortáveis e mais satisfeitos. A rotatividade tende a diminuir devido ao aumento da satisfação e compromisso que os funcionários têm com a organização, quando eles confiam na empresa a consequência é tornarem-se mais fiéis.
Também melhora a saúde mental do trabalhador e sua qualidade de vida, diminuindo assim as faltas e licenças por doenças. Por fim, ainda se observa um aumento da produtividade dos trabalhadores que realizam o seu trabalho de forma mais eficiente, com consistente redução de custos e aumento de lucros.

Como fazer Endomarketing

1. Crie um canal de comunicação interna

Existem várias plataformas no mercado que atendem esta necessidade, independente de qual você escolher o importante é ter um canal para escutar o que seu colaborador tem a dizer e também disseminar seu conteúdo, informações sobre novos lançamentos, notícias importantes, conteúdos motivacionais e outros.
Estabeleça canais de comunicação de mão dupla, onde cada funcionário pode dar a sua opinião e receber uma resposta.

2. Dissemine a cultura organizacional

Envolva os colaboradores na cultura da empresa, mostre a eles os princípios e a visão que a empresa têm e assim eles vão começar a se identificar com a marca.
Os valores institucionais devem ser vistos pelos colaboradores como parte de si mesmo, além disso, é preciso fazer com que toda a empresa entenda a importância desses valores.
É importante conhecer também seus colaboradores, então se achar necessário faça pesquisas com eles para entender também a visão deles sobre a empresa.

3.Crie iniciativas de integração

Promova momentos de relaxamento e integração entre colaboradores, encontros colaborativos, happy hours, grupo de estudos, atividades físicas, campanhas sociais, palestras e seminários motivacionais.
Esses eventos são importantes para manter os funcionários satisfeitos e motivados, atingindo assim um alto nível de produtividade.

4. Reconheça seus colaboradores

Valorize o trabalho de cada um, ofereça oportunidades e benefícios aos seus funcionários.
Através de parcerias com outras empresas você pode oferecer um curso de idiomas, um desconto em uma academia ou restaurante próximos da empresa. Outras opções interessantes são um dia de folga no seu aniversário, ou um horário mais flexível.
Ações como essas, estimulam a qualidade de vida e permite flexibilidade na vida pessoal, o que fará toda diferença na forma como seu colaborador enxerga a empresa.
Outra forma de reconhecimento válida também é através de premiações, assim você pode mostrar ao colaborador o valor que ele tem para a instituição e que os seus esforços são reconhecidos e compensados. O prêmio pode vir através de uma viagem, ingressos para shows, parques ou cinema e até mesmo um certificado.

5. Confira os resultados alcançados

A melhor maneira para conferir se suas ações de endomarketing alcançaram os resultados desejados é realizando pesquisas sobre o clima organizacional. Avalie regularmente se as estratégias estão dando certo, através de pesquisas de satisfação com os colaboradores também. Isso irá lhe ajudar a melhorar cada vez mais e alcançar logo seu objetivo.

Transformando funcionários em Defensores da Marca

Garanto que você já se deparou pensando em maneiras de melhorar a sua marca e alcançar seus consumidores, e nem se deu conta de que alguns de seus ativos mais importantes estavam literalmente sentados na sua frente: seus funcionários.
De uma forma ou de outra, todos os funcionários têm interações com os clientes, seja diretamente (vendas e representantes de serviço ao cliente) ou indiretamente (promotores, assistentes de atendimento, e outros que estão por trás garantido que tudo funcione perfeitamente).
E cada vez mais, os clientes estão olhando para os funcionários em busca de conhecer melhor os valores da empresa. Em 2013 um estudo americano mostrou que o público confia mais nos funcionários do que nos departamentos de relacionamento com consumidor ou até mesmo que nos próprios CEO’s.
Então, como você pode ter certeza que seus funcionários apoiam sua marca em suas interações com os clientes? A resposta vem em duas partes interligadas:
  1. Certifique-se de funcionários estão engajados.
  2. Treine-os para serem defensores da marca.
Os funcionários mais entusiasmados serão os mais engajados com a marca. Pesquisas da Gallup (Compania de Pesquisas de Opiniões dos Estados Unidos) mostram que as empresas com funcionários altamente engajados têm 3,9 vezes mais lucro em comparação com aqueles na mesma indústria cujos colaboradores são menos engajados com a marca.

Um bom programa de treinamento para defensores deve incluir cinco etapas:

  1. Conteúdo claro e facilmente acessível

Durante uma nova contratação, não se esqueça de apresentar ao colaborador uma visão geral de empresa, seus valores, sua cultura. Em seguida, use uma plataforma de conteúdo de fácil acesso para que todos os funcionários possam acessar sempre essas informações. Aposte no Endomarketing
  1. Ferramentas para o sucesso

O que é mais fácil para engajar os colaboradores com a marca, o mais provável de promoverem, aqui vão algumas sugestões:
  • Hashtags, como #PreparaPraMim sucesso da Hellmann’s.
  • Eventos em que os funcionários podem participar em branding, formação e aprendizagem da história da empresa, como o evento do Dia do Fundador McDonald’s.
  • Relembrar “ganhos” da marca que faz com que os colaboradores sintam que estão “vivendo” a marca, contribuindo com ela.
Estes podem ser destacadas durante um treinamento, uma nova contratação e de tempos em tempos para os trabalhadores atuais.
  1. Capacitação dos funcionários

Mostre o interesse da marca em capacitar seus funcionários, valorizar seus interesses pessoais, e a importância de seu crescimento pessoal e profissional.
Uma pesquisa da Universidade de Cornell revela que os funcionários que podem ser seus “autênticos melhores eus” são mais produtivos e mais propensos a permanecer.
Além disso, os colaboradores com um bom entendimento sobre suas habilidades e os valores da marca estão mais preparados para usar essas habilidades e se tornarem defensores da marca.
Faça um treinamento para ajudar os funcionários a identificar primeiro sua própria marca pessoal. Nele realize perguntas como “o que permite que você faça o seu trabalho melhor?” E “O que faz você se sentir orgulhoso de trabalhar nesta empresa?”
  1. Usando a mídia social para formar embaixadores

Hoje, grande parte da interação da marca com seus clientes ocorre no meio online via Twitter, Facebook, Instagram, etc. Preparar os funcionários para se tornarem embaixadores da marca através da mídia social é uma ótima maneira de conseguir espalhar sua mensagem de forma assertiva.
O principal fator a ser considerado neste momento é a forma de comunicar, orientações claras aos funcionários, garantem que eles se sintam confortáveis, em seguida é importante dar-lhes espaço e confiar neles para promover a marca de uma forma autêntica e benéfica para a organização.

fonte: marketingdedefensores e marketingdeconteudo.com





Identidade Corporativa

Neste momento veremos o que é e as principais características da Identidade Corporativa.
Identidade corporativa: o que é?
A identidade corporativa de uma empresa vai além da aparência do negócio e está relacionada as questões culturais e organizacionais importantes da companhia.
Sendo conhecida também como identidade empresarial ou corporate identity esse é um aspecto fundamental para empresas de todos os tamanhos e segmentos, pois é relevante na relação com colaboradores e clientes.
São as características mais essenciais da Empresa e não apenas superficiais, como a aparência. Representa o mesmo conjunto de propostas, ou seja, a visão de mundo da empresa, os valores dela, ações de endomarketing, a postura que adota em diferentes situações etc.
Os elementos que compõem a identidade empresarial são uma mescla desses dois aspectos, os essenciais e os visuais.
Uma vez que a identidade empresarial representa os elementos, essenciais e visuais, que compõem a empresa é fundamental uma definição clara desse guia comportamental para que o cliente, os parceiros e os colaboradores saibam o que esperar da companhia.
Empresas que possuem um discurso, mas na prática agem em um sentido contrário podem perder, definitivamente, a confiança do público.
Por exemplo, se a empresa possui um discurso a favor da preservação ambiental e práticas ecológicas, mas faz parcerias com companhias reconhecidamente poluidoras, o público questionará essa atitude.
A identidade corporativa é, assim, importante para construir uma mensagem sólida que fará com que o público saiba o que esperar da companhia.
As novas tendências de consumo tornaram o relacionamento entre empresa e cliente um aspecto importante para a fidelização e também para o equilíbrio das vendas, já que a base fixa de clientes compõe uma parte importante das finanças das empresas.
Essa nova relação fez com que os consumidores passassem a exigir determinadas posturas das companhias com as quais interagem, sendo a identidade corporativa um fator relevante para direcionar esse relacionamento.
Ao iniciar a elaboração de um guia de identidade corporativa diversos aspectos devem ser considerados.

  • Diferenciação: uma proposta eficiente deve se diferenciar das concorrentes e atrair a atenção do público pela exclusividade da atuação;
  • Coerência: as contradições entre discurso e prática são um risco que já citamos, sendo assim, a identidade deve preservar as características da empresa e a forma como ela atua;
  • Relevância: a relevância da empresa para o público-alvo dela inclui, não apenas criar um conceito de marca, mas ele ser condizente com o que o público busca com a companhia;
  • Reputação: a partir de uma elaboração sólida dos três elementos anteriores, a companhia terá mais chances de solidificar uma imagem positiva entre o público-alvo dela. A reputação não surge instantaneamente e deve ser construída ao longo do tempo.

É importante que a identidade leve em consideração as práticas diárias já existentes na empresa, para que evite, entre outros problemas,o descompasso entre proposta e execução.
Entre os fatores subjetivos que devem estar presentes na identidade da empresa, destacam-se:
Como criar uma identidade corporativa?
Como vimos, para criar a identidade empresarial é preciso saber o que ela não é – apenas a identidade visual – e saber quais os valores ela deve conter – diferenciação, coerência, relevância e reputação –, então agora podemos investigar mais detalhadamente como ela deve ser elaborada.
Uma companhia só pode adotar determinado discurso se ele fizer sentido de acordo com a história dela.
Ao identificar – e não criar – as motivações fundamentais da marca, a identidade da empresa será aos poucos construída em harmonia com a mensagem emitida.
A identidade visual é um aspecto fundamental da empresa, pois são os recursos visuais e design que vão representar a mensagem que a companhia quer transmitir.
Entre os elementos que compõem a parte visual, destacam-se:
O logotipo é o símbolo criado ou adotado que representa visualmente os valores da companhia.
Especialistas em design indicam que o logotipo deve ser simples e claro para que a mensagem seja facilmente compreendida pelo receptor.
Esse símbolo pode ser relacionado à escrita da marca ou um desenho, independentemente da escolha, ele deve carregar um significado.
Também indica-se que se crie as variações do logotipo, por exemplo, em fundo branco, em fundo preto, na vertical e na horizontal etc.
A paleta de cores não é apenas a cor do logotipo, por exemplo, mas quais as cores e os tons que serão usados em todos os materiais da empresa, seja gráfico, online ou mesmo na estrutura física do negócio.
É comum que a paleta de cores inclua de 2 a 4 cores primárias e uma paleta secundária entre 8 e 12 cores.
Todos os materiais devem respeitar essas especificidades, pois a variação constante das cores usadas faz com que o público não consiga identificar a identidade visual da marca.
A tipografia consiste nas fontes que serão usadas.
É comum selecionar apenas uma fonte, mas considerar se ela é visualmente clara para ser usada em materiais impressos, digitais, em cores diferentes etc.
Algumas empresas optam ainda por selecionar uma segunda e uma terceira fonte para o caso da primeira não estar disponível.
A identidade de uma empresa deve levar em consideração o público-alvo que ela pretende atingir.
Tanto visualmente, quanto a essência da mensagem que se deseja transmitir são diferentes se o público for de jovens de até 25 anos ou de pessoas entre 45 e 60 anos, por exemplo.
A adequação da identidade ao público-alvo influência na coerência da mensagem e também na construção da reputação.
Linguagem
Outro aspecto essencial quando se cria a identidade corporativa é a linguagem que será adotada, pois ela não será usada apenas em materiais publicitários, mas em toda a comunicação empresarial.
Como no relacionamento com clientes e colaboradores, nas escolhas mercadológicas, etc.
É importante, portanto, que a linguagem seja consistente com a mensagem e também com as características do público.
A mensagem – e o tom – são os elementos finais que constituem a identidade corporativa.
A mensagem está relacionada a visão, missão e valores da empresa.
Esse aspecto será fundamental para direcionar ações em diferentes áreas da companhia.
Por exemplo, a mensagem pode ser mais formal, de acordo com o perfil da empresa, ou prezar pela descontração.
Pronto! Pronto!

Marketing Institucional e o Marketing Verde

Nesta aula veremos o que é e qual a funcionalidade do Marketing Verde no Marketing Institucional. 

Primeiramente veremos alguns conceitos do marketing verde, que surgiu na década de 70 por força de movimentos de ONGs e Grupos de Pesquisa sobre meio ambiente e a relação de procedimentos e produções Industriais e seus resíduos. Note ainda que cada indivíduo tem sua parcela de cuidados e fatores "verdes" já que não existe produção sem consumo. Com a disseminação da opinião e informações sobre o meio ambiente por parte das ONGs, as pessoas adquiriram um melhor senso de julgamento a cerca de atitudes das empresas. Essas, por sua vez, começaram a se preocupar com a associação da sua imagem a desastres ecológicos e ameaças ambientais, pois agora existia uma força tarefa na luta pela natureza. 

Observe algumas definições abaixo sobre mkt verde de alguns de seus principais estudiosos...

"O estudo dos aspectos positivos e negativos das atividades de Marketing em relação à poluição, ao esgotamento de energia e ao esgotamento dos recursos não renováveis.". AMA (American Marketing Association) 
"(...) um movimento das empresas para criarem e colocarem no mercado produtos ambientalmente responsáveis em relação ao meio ambiente". (Kotler) 
"Marketing Verde ou Ambiental consiste em todas as atividades desenvolvidas para gerar e facilitar quaisquer trocas com a intenção de satisfazer os desejos e necessidades dos consumidores, desde que a satisfação de tais desejos e necessidades ocorra com o mínimo de impacto negativo sobre o meio ambiente." (Michael Jay Polonsky)
"atividades de marketing destinadas a minimizar os efeitos negativos sobre o ambiente físico ou melhorar sua qualidade". (Churchill e Peter).
O marketing ambiental nasce como uma ferramenta de apoio e controle, desde o processo de desenvolvimento, produção, entrega, até o descarte do produto, buscando atender as necessidades e desejos dos consumidores e sugerindo aos seus demais relacionados a busca pelo lucro com responsabilidade ambiental.
O marketing ambiental surgiu como uma resposta que empresas e outras entidades dão à sociedade que lhes cobra responsabilidade ambiental pelos seus processos de produção.
A cadeia produtiva ecologicamente responsável utiliza-se de ferramentas de controle como certificações ambientais, tais como a ISO 14000 - norma que controla a gestão ambiental das empresas criada pela International   Organization for Standardization no início da década de 90 - e os selos de garantia ecológica que afirmam a procedência dos materiais utilizados na fabricação dos produtos e nos seus processos. Junto a essas ferramentas estão outros membros da cadeia que são ao mesmo tempo controladores e controlados, no caso os fornecedores e compradores das empresas.
O governo tem sua função como criador da legislação e aplicador de sanções aos infratores. Já as ONGs, com o seu poder de influência e mídia, são os fiscalizadores e investigadores do cliente. Elas, junto com a comunidade, têm a função de conscientizar o consumidor final sobre as empresas e seus produtos no mercado.
Algumas empresas brasileiras levam a sério a proposta ambiental, assim como sua potencialidade de crescimento. Essa necessidade surgiu com a preocupação de maior padronização dos conceitos internacionais relativos ao meio ambiente, enfatizado pela criação da ISO 14000.
A certificação ISO 14000 tem em comum com as demais certificações, ISO 9000 e OHSAS 18000, a integração da responsabilidade ambiental em toda sua cadeia produtiva, desde o extrator da matéria-prima até o vendedor final. Cabe a empresa aderir às exigências da ISO 14000 sobre os seus processos e produtos através de um sistema de gestão ambiental.
Implantar um sistema de gestão ambiental deixa de ser apenas uma estratégia preventiva para constituir-se em vantagem competitiva e diferencial de mercado.   A introdução de novos processos e tecnologias em relação a qualidade ambiental resultam no uso mais racional e produtivo de insumos, gerando margem de lucro nos custos de produção.
A empresa deve estipular suas metas e objetivos em seu plano de ação ambiental para adequar os seus processos, enquadrar-se às exigências dos órgãos reguladores e às auditorias de certificação. Nesse mesmo quadro, suas ações com os funcionários podem gerar economia, ajudar a comunidade e vender a sua imagem de ambientalmente responsável para a sociedade, aumentando a credibilidade e legitimidade da gestão.
Além de medidas específicas sobre os seus processos e produtos, a empresa integra o seu funcionário com o incentivo à fabricação de idéias. Uma das idéias propostas modificou o modo de lavagem de alguns componentes otimizando o tempo, os custos e a utilização de produtos biodegradáveis.
A utilização de características ambientais aos produtos é uma tarefa que envolve, em alguns casos, mudanças drásticas no processo produtivo, visando o abandono de tudo aquilo que possa comprometer a qualidade ambiental do que está sendo produzido.
O controle do processo produtivo no marketing ambiental envolve a análise de todo o ciclo de vida do produto, desde sua produção, embalagem, transporte e consumo até sua utilização e posterior descarte no meio ambiente. Isto significa que durante todas as etapas do ciclo de vida de um produto, seus impactos ambientalmente negativos foram avaliados e corrigidos para que ele se tornasse não somente mais saudável para o consumo, como também menos agressivo ao meio ambiente. Para isso, são controladas as formas como as matérias-primas são extraídas da natureza e as formas como elas são trabalhadas no processo produtivo, tendo em vista a redução da emissão de poluentes para o meio ambiente. Nesta parte da vida do produto o governo, ONGs e a sociedade têm importância relevante no controle e fiscalização, juntamente com o aval da ISO 14000.
O produto final, também deve ter qualidade ambiental agregada, sendo um produto não-poluente e que, além de não provocar danos à saúde das pessoas, quando de sua utilização, também não provocará efeitos ambientais negativos, quando de seu descarte.
De acordo com Smith, Roy e Potter (1996), os produtos ambientalmente corretos só se tornarão um sucesso de mercado se eles forem pelo menos compatíveis com os produtos concorrentes ou se forem superiores naquilo que entregam aos consumidores e, por outro lado, embora as margens de lucros de produtos ambientalmente corretos tendam a ser similares àquelas encontradas nos produtos convencionais, o período de retorno (payback) do investimento realizado nos mesmos tende a ser maior em função dos maiores custos para desenvolvê-los. Trata-se, assim, de um balanço entre pontos que são bastante positivos e pontos que representam alguns limites que precisam ser vencidos não só pelas ações de marketing verde, mas também pelo planejamento administrativo integrado.
No Brasil, um bom exemplo de produto ecologicamente correto é a linha Ekos da empresa Natura em que todos os ativos dos produtos são extraídos de forma sustentável, permitindo a renovação das fontes de onde provêm.
Conforme informações publicadas pela empresa em seu site, http://www.natura.net/port/hotsite/ekos/historia/historia.asp: "vários dos ativos vêm de reservas extrativistas, áreas naturais demarcadas e protegidas pelo CNPT/Ibama (Centro nacional das Populações Tradicionais/Instituto Brasileiro de Apoio ao Meio Ambiente) e por seus moradores. Os produtos originários das reservas extrativistas recebem também o certificado de origem do Ibama. As fórmulas são comprovadamente biodegradáveis, ou seja, se decompõem na natureza em até 28 dias.".
A linha de produtos prevê o uso de embalagens de papel e resinas plásticas recicláveis e entre essas várias são recicladas. Além de todos os produtos da linha trazer a possibilidade do refil, o que ajuda a preservar o meio ambiente, pelo menor uso de matéria-prima.
O produto tem suas particularidade em relação aos seus processos de produção, mas mesmo assim, deve receber o controle em todos os seus estágios, desde a extração da matéria-prima até o seu ponto de venda. Caso ocorra uma falha nesse processo ecológico, além das punições pela agressão ao meio ambiente aplicadas pelos órgãos governamentais, as empresas poderão ser punidas pelos próprios consumidores, os quais podem deixar de consumir os seus produtos. Por isso, para que ocorra, literalmente, a venda de produtos verdes, toda a cadeia produtiva deverá ser ecologicamente correta inclusive o consumidor final.
O marketing ambiental tem sua aplicação eficaz se integrado às ações de demais tipos de marketing como, por exemplo, o marketing de relacionamento e o marketing social. A sua comunicação deve ser ao mesmo tempo dirigida e de massa, as ONGs têm o seu devido papel no sucesso da propagação do marketing ambiental. Elas foram verdadeiras incentivadoras e fiscalizadoras das práticas empresariais, ganharam notoriedade e junto a isso o respeito dos consumidores.
As empresas que aplicam a gestão ambiental têm em contrapartida com seus deveres alguns benefícios, como a facilidade de crédito junto aos governos. A atitude pró-ativa deixa de ser apenas uma estratégia preventiva para constituir-se em vantagem competitiva. O fator preço tem peso menor que o reforço da imagem institucional quando se quer marcas identificadas com o respeito ao meio ambiente. Esse talvez seja o grande desafio do marketing ambiental, orientar os hábitos de consumo da sociedade que atualmente é o de melhor custo/benefício que um produto possa trazer para o comprador imediatamente para o custo/benefício que esse produto pode trazer em longo prazo, tanto para ele como para o seu futuro na Terra.
fonte:administradores.com.br
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